O que é o seio maxilar e por que falta altura de osso
O seio maxilar é uma cavidade cheia de ar, dentro do osso do rosto, logo acima das raízes dos dentes de trás da arcada de cima. Com a perda desses dentes, acontecem duas coisas ao mesmo tempo: o osso da gengiva diminui por baixo e o seio tende a se expandir para baixo. O resultado é pouca altura de osso para receber um implante.
O levantamento do seio maxilar, também chamado de elevação do assoalho do seio, cria essa altura. A membrana que forra o seio é descolada do osso com cuidado e elevada, e o espaço formado embaixo dela recebe o material de enxerto.
A arcada de cima tem, em geral, osso menos denso que a de baixo, e por isso a altura disponível pesa ainda mais na firmeza do implante nessa região.
De onde vem a técnica
A técnica foi descrita por Boyne e James em 1980, no Journal of Oral Surgery, com enxerto de osso do próprio paciente no assoalho do seio maxilar. Desde então, ela passou a ser feita também com materiais de banco, de origem animal e sintéticos, ganhou variações de acesso e segue amplamente descrita na literatura de implantes.
As duas formas de acesso
- Janela lateral: uma pequena abertura é feita na parede de fora do osso, acima dos dentes de trás, para acessar e elevar a membrana. É usada quando falta muita altura.
- Acesso pela crista: a elevação é feita pela mesma perfuração que vai receber o implante, com instrumentos que empurram o assoalho do seio para cima. É usada quando falta pouca altura.
- Implante no mesmo ato ou depois: com osso suficiente para dar firmeza inicial, o implante pode ser colocado junto com o enxerto. Com pouco osso, ele vem numa segunda etapa, depois da cicatrização.
A escolha entre os dois acessos depende da altura que falta, da espessura do osso e do formato do seio. O acesso pela crista é menos extenso, mas ganha menos altura; a janela lateral permite ver a membrana e ganhar mais altura, com uma recuperação em geral mais sentida nos primeiros dias.
O que a tomografia precisa mostrar antes
- A altura e a espessura do osso em cada ponto onde entraria um implante.
- A espessura e a saúde da membrana do seio, e sinais de sinusite ou de cisto.
- Paredes internas do seio, chamadas septos, que mudam o desenho do acesso.
- A posição dos vasos que passam pela parede lateral.
Sinusite ativa ou alteração na membrana é tratada antes, às vezes com avaliação do otorrinolaringologista. Quando o osso é muito escasso, o implante zigomático, ancorado no osso da maçã do rosto, é comparado com o levantamento no mesmo plano.
Cuidados depois do levantamento do seio
- Não assoar o nariz com força e espirrar de boca aberta, para não criar pressão dentro do seio.
- Evitar esforço físico, mergulho e viagem de avião pelo período que a dentista orientar.
- Não fumar. Na meta-análise de Chrcanovic, Albrektsson e Wennerberg (Journal of Dentistry, 2015), a taxa de falha de implantes foi de 6,35% em fumantes, contra 3,18% em não fumantes.
- Tomar a medicação prescrita nos horários combinados e manter a higiene orientada para a região.
- Não apoiar prótese removível sobre a área até a liberação.
Quando avisar a clínica
Algum inchaço, mancha roxa no rosto e um pouco de sangue no nariz nos primeiros dias podem acontecer. Sangramento que não para, febre, dor que aumenta em vez de diminuir, secreção com mau cheiro ou saída de grânulos pelo nariz precisam ser comunicados à clínica no mesmo dia, pelo WhatsApp ou pelo telefone (49) 98804-4571.
Nas consultas de controle, a dentista confere a cicatrização da gengiva e, no momento indicado, pede um novo exame de imagem para ver a formação do osso antes do implante.