A idade não impede, a gengiva decide
Não existe idade limite para mover dentes. O osso de um adulto responde às forças ortodônticas como o de um adolescente, só que com uma diferença importante: depois dos 30 ou 40 anos, é mais comum encontrar gengiva inflamada, perda de osso ao redor dos dentes, restaurações grandes, dentes que faltam e desgaste da mordida. Nada disso impede a ortodontia, mas muda a ordem das coisas. Mover um dente com a gengiva doente pode aumentar a perda de osso. Por isso, no adulto, a avaliação da gengiva e do osso vem antes de qualquer aparelho.
O que as diretrizes dizem sobre gengiva e aparelho
A diretriz clínica da Federação Europeia de Periodontologia para o tratamento da periodontite no estágio mais avançado (Herrera e colaboradores, Journal of Clinical Periodontology, 2022) inclui a movimentação ortodôntica entre as etapas possíveis do tratamento, e a recomenda depois de concluída com sucesso a terapia periodontal. O mesmo documento reforça o acompanhamento da gengiva antes, durante e depois do aparelho. Na prática, quem tem dentes que se abriram em leque ou mudaram de posição por causa da doença da gengiva primeiro trata a inflamação, e só então começa a alinhar, com revisões periódicas da gengiva durante todo o caminho.
Situações comuns em adultos
- Dentes da frente que foram se encavalando com os anos, principalmente os de baixo.
- Dentes que abriram espaço ou se inclinaram depois de perder osso de sustentação.
- Dente inclinado para o espaço de um dente perdido, atrapalhando a colocação de um implante ou de uma prótese.
- Mordida desencaixada que desgasta dentes que vão receber faceta ou coroa.
- Recidiva de um aparelho usado na adolescência, quando a contenção foi abandonada.
As etapas no consultório do Centro de Lages
A Fluari atende só presencialmente, na Rua João Severiano Waltrick, no Centro de Lages, de segunda a sexta, em dois turnos. O caminho mais comum para um adulto começa pela conversa sobre o que incomoda e pelo exame dos dentes, da gengiva e da mordida, com radiografias quando indicadas. Se houver cárie ou inflamação, elas são tratadas antes. Depois vêm o planejamento, a escolha entre aparelho fixo e alinhador, as consultas periódicas de acompanhamento e, no fim, a contenção e as revisões. Quando a ortodontia faz parte de um plano maior, com implante, prótese ou estética dental, as etapas são organizadas para que cada uma prepare a seguinte, no mesmo consultório.
Como conferir o registro de quem conduz o tratamento
- Todo cirurgião-dentista precisa estar inscrito no Conselho Regional de Odontologia do estado onde atende. Em Santa Catarina, é o CRO-SC.
- O CRO-SC mantém consulta pública de inscritos no próprio site, onde aparecem a situação do registro e as especialidades registradas.
- O Conselho Federal de Odontologia oferece uma busca nacional de profissionais, que pode ser filtrada por localidade e especialidade.
- O CRO-SC tem delegacia regional no Centro de Lages, na Rua João de Castro, para atendimento presencial.
- Pelo Código de Ética Odontológica, anunciar título ou especialidade que não esteja registrada no CFO é infração ética, então o registro é a forma segura de conferir a formação declarada.
O que levar para a primeira avaliação
Ajuda trazer radiografias ou tomografias recentes, se você tiver, a lista de medicamentos em uso e, se já usou aparelho, o que lembrar desse tratamento e da contenção. Fotos antigas do sorriso também ajudam a entender como os dentes foram mudando. Conte também o que você espera e o que não aceitaria na rotina, como usar metal ou tirar e pôr placa várias vezes ao dia.