Uma necessidade comum depois dos 65
Usar prótese faz parte da rotina de boa parte dos brasileiros mais velhos. Na análise da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal do Ministério da Saúde (SB Brasil 2010) publicada por Azevedo e colaboradores nos Cadernos de Saúde Pública em 2017, 78,2% das pessoas de 65 a 74 anos usavam algum tipo de prótese dentária, e 68,7% tinham necessidade de prótese no exame.
A região Sul teve o maior uso e a menor necessidade entre as regiões do país, mas a necessidade seguia alta. Na Fluari, em Lages, a faixa acima de 65 anos é a que mais procura atendimento.
O que a avaliação considera nessa idade
- Medicamentos em uso: vários remédios comuns deixam a boca seca, e a saliva ajuda a prótese a se firmar e protege a gengiva.
- Diabetes e outras condições de saúde que interferem na cicatrização.
- Firmeza das mãos para tirar, limpar e recolocar a prótese; às vezes a escolha da peça leva isso em conta.
- Quantidade de osso e condição da gengiva onde a prótese vai se apoiar.
- O que a pessoa quer voltar a comer e como é a rotina de refeições.
- Feridas, manchas ou outras alterações na boca, examinadas em toda consulta.
Boca seca merece atenção à parte: sem saliva suficiente, a prótese atrita mais contra a gengiva e as feridas aparecem com facilidade. Beber água ao longo do dia e contar à dentista quais remédios são usados ajuda a encontrar a causa.
Idade, sozinha, não impede o implante
Muita gente acima de 70 anos pergunta se ainda pode fazer implante. A idade em si não decide: o que pesa é a saúde geral, o osso disponível, os medicamentos e a disposição para a cirurgia e para as revisões. Para quem não pode ou não quer cirurgia, uma dentadura bem feita, reembasada quando necessário, segue sendo uma opção. A comparação entre os caminhos é feita na avaliação, sem pressa.
Existe também um caminho intermediário: dois ou mais implantes na arcada de baixo para prender uma dentadura removível, chamada overdenture. Ela fica mais firme ao comer e falar e continua saindo da boca para a limpeza.
A primeira consulta no Centro de Lages
A avaliação acontece no consultório da Rua João Severiano Waltrick, 165, sala 03, no Centro, de segunda a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 19h. Muitos pacientes vêm com o cônjuge ou com um filho, e a conversa inclui quem ajuda nas decisões e nos cuidados em casa. Como clínica odontológica em Lages que atende só presencialmente, a Fluari faz avaliação, provas, instalação e revisões no mesmo consultório, com a Dra. Rafaela Pagliosa Winter.
- A prótese em uso, mesmo quebrada.
- A lista de medicamentos.
- Exames recentes, se houver.
- As dúvidas anotadas, para nada ficar para trás.
Cuidados diários com a prótese removível
- Limpar a prótese todos os dias, com escova e produto não abrasivo próprio para prótese. Pastas abrasivas riscam a base e facilitam o acúmulo de placa.
- Guardar a peça em recipiente com água quando estiver fora da boca, para ela não deformar.
- Tirar a prótese para dormir, salvo orientação diferente da dentista.
- Escovar a gengiva, a língua e os dentes que restam com escova macia.
- Voltar ao exame uma vez por ano, mesmo sem incômodo, como recomenda a diretriz do American College of Prosthodontists (2011).
Quando os cuidados ficam com um familiar ou cuidador
Quem depende de ajuda no dia a dia também precisa de ajuda com a prótese. O familiar ou cuidador pode vir à consulta para aprender a tirar e recolocar a peça, a limpá-la e a olhar a gengiva. Vermelhidão embaixo da dentadura, ferida, recusa em comer ou prótese que passou a ficar guardada na gaveta são sinais para marcar uma avaliação.